A Drenagem Linfática Manual é um técnica de Compressão manual dos tecidos, que utiliza pressões intermitentes e tem como objetivo aumentar o fluxo da circulação linfática para tratamento de patologias.

Aristóteles (384-322 AC) filósofo grego, discípulo de Platão, médico e professor, citava a existência de vasos que continham um líquido incolor. Herófilos, outro médico grego, escreveu: “Dos intestinos saem condutos (vasos) que não vão para o fígado, e sim a uma espécie de glândula que hoje conhecemos com gânglios linfáticos.

Em 1651, o pesquisador francês, Jean Pecquet, descobriu em um cadáver humano, a existência de um ducto torácico e uma espécie de receptáculo no seu início, que denominou de “cisterna de Chily, ou cisterna de Pecquet”. A primeira descrição a respeito da drenagem linfática aconteceu no século XIX, por Winiwarter, austríaco, professor de cirurgia.

O método de Drenagem Linfática Manual foi desenvolvida pelo Casal Dinamarquês Estrid e Emil Vodder, desde 1930. O casal observou que a maioria dos pacientes que se internavam para recuperar-se de infecções e resfriados crônicos, apresentavam gãnglios linfáticos da região do pescoço inchados, então, introduziram com êxito a Drenagem Linfática Manual no tratamento de afecções crônicas das vias respiratórias superiores, o seu campo de aplicações médicas foi-se ampliando e aprofundando com o passar do tempo. Em alguns casos a Drenagem Linfática Manual, constitui um procedimento principal de tratamento, como é o caso dos linfoedemas, enquanto noutros casos há que considera-la simplesmente como uma terapia acompanhante ou de apoio.

O efeito regenerativo pode ser explicado pela eliminação do edema intersticial, fator de diminuição da velocidade da micro circulação. Segundo VODDER este fato também poderia ser verificado através do aumento da produção de linfócitos, cujo núcleo tem um papel alimentício e regenerador para os tecidos. Este fenômeno foi observado em úlceras varicosas, osteoporoses, celulites e enxertos de órgãos.

A Drenagem Linfática Manual exerce uma ação sedante, tranquilizante e relaxante. Favorece o predomínio do sistema nervoso parasimpático, a parte do sistema nervoso autónomo que preside à recuperação de forças e à regeneração de tecidos. Quando iniciamos o tratamento, é comum o paciente descrever a sensação de relaxamento muscular e sonolência.

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