Dentre os métodos terapêuticos da Medicina Tradicional Chinesa, um deles é a aplicação de Ventosas, que na antiguidade eram feitas de chifres de animais, cabaças, barro, ferro ou cobre. Na atualidade a mesma é feita de vidro, sendo usados vários modelos de ventosas para sua aplicação.

A antiga medicina Hipocrática tinha como objetivo principal à cura das doenças; observando-se bem o doente e seus hábitos e meio em que viviam, procurando assim restituir a força para a cura própria, pelo meio natural.

A medicina Oriental também procurou a cura das doenças no interior do corpo, isto é: “Mil doenças, um só veneno”, portanto se diferencia da Medicina Moderna Industrial, que procura diversas causas fora do organismo. Na China antiga, considerava-se que essas “Mil doenças” eram causadas pela sujeira da água e dos alimentos. Acreditava-se que sangue coagulado do corpo era o motivo de todas as doenças.

A ventosaterapia atua objetivamente na desintoxicação do organismo, tornando o sangue mais limpo e melhorando a sua qualidade.

A eficácia da ventosaterapia está diretamente ligada à dilatação rítmica microvascular do fluxo sanguíneo em paralelo com a vasomotrição.

A aplicação de ventosas não cuida somente dos músculos enrijecidos, mas acalma diretamente os nervos excitados. Isto permite ao corpo restabelecer um equilíbrio físico e mental, além de reforçar a energia para vencer o estresse e suas enfermidades.

A ventosa é uma cúpula que, quando aplicada à superfície da pele, produz pressão interna negativa, tendo finalidade de promover o descongestionamento de Qi (energia) e de Xue (Sangue), no  nível dos Canais de Energia Principais e nos Canais de Energia Secundários correspondentes à área em que esse instrumento foi aplicado.

Vários fatores levam à estagnação de Qi nos Canais de Energia, como a penetração de Energia Perversa nos Canais de Energia Secundários e depois nos Principais, ou os acometimentos energéticos dos Órgãos que se repercutem no Exterior do tronco e dos membros superiores e inferiores. Tanto um como outro fator de estagnação de Qi pode manifestar-se por algias periféricas com ou sem alterações tissulares do tipo inflamatórias. A aplicação de ventosa nas estagnações de Qi (energia) e de Xue (Sangue), alivia, e, às vezes, cura o processo energético patológico.

A estagnação de Qi nos Canais de Energia leva também à estagnação de Xue, que pode se traduzir por quadro álgico acompanhado de manifestações tissulares, como telangectasias, microvarizes, infiltração subcutânea, formação de nódulos e alterações térmicas. Essas  manifestações tissulares são de caráter yang e, por isso mesmo, pioram com a pressão digital. Nesses casos, a fim de se descongestionar o bloqueio, provocado pelas estagnações de Qi e de Xue, além da utilização da ventosa, pode-se fazer também sangria associando-se essas duas técnicas.

Texto de Renata Estrella baseado na obra “Tratado de Filosofia Chinesa” de CHONGHUO.

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